SÁBADO, 31 JULHO 2010
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Cousso

 

Orago: S. Tomé

Cousso, localizada numa das vertentes da serra da Peneda, dista cerca de dez quilómetros da sede do concelho.
Confronta com Penso e Paderne, a norte Cubalhão, a nascente, Parada do Monte, a nascente e sul, o rio Mouro e Gave, a sul, Badim e Riba de Mouro (ambas do concelho de Monção, a poente.

A freguesia é composta por três grandes lugares, que se subdividem: Virtelo (Aldeia, Cerdeiras e Pousada), Cousso (Borrageiro, Entre as Casas, Portela e Tujeira) e Cela (Eido de Baixo e Eido de Cima, Costa Temprão e Revolta).

O seu topónimo – na opinião José Augusto Vieira, autor de “O Minho Pirotesco” – “parece vir do árabe cançon, arco, que servia para arremesso das setas. Os latinos escreviam kauso”. Não está, porém afastada a hipótese de se tratar de uma corrupção do nome Couto, que significa terra coutada, defesa, privilegiada.
O Padre Aníbal Rodrigues defende, curiosamente, que se deveriam escrever Couço e não Cousso, como se costuma escrever.

Pertenceu, até 1855, ao extinto concelho de Valadares, da comarca de Monção passando, desde então, à comarca e concelho de Melgaço.
O pároco da antiga freguesia de S. Tomé de Cousso era cura anual, da apresentação do prior do mosteiro do couto de Paderne, dos cónegos regrantes de Santo Agostinho.
Tinha seis mil reis de renda, que lhe pagava a prior do mosteiro, mais dois mil réis em dinheiro, que lhe pagava a comenda de São Pedro de cima do Mouro, por curar o lugar, e o pé do altar.

Estabelecidas num fértil vale, as terras da freguesia, fortemente marcadas pela cor intensa do verde alto-minhoto, derramam-se por entre os socalcos do vale do rio Mouro e o planalto onde se aconchegam onde se aconchegam os rústicos lugares dos aglomerados residenciais.
Dos seus altos obtêm-se das mais bonitas paisagens sobre o espectacular vale do rio Mouro.
Cousso está servida de fáceis acesso, tanto para quem, partindo de Melgaço, utiliza a estrada que faz a ligação a Castro Laboreiro, como quem, vindo das terras do concelho de Monção, prefira utilizar a via que liga Badim a Cousso, encurtando o trajecto em cerca de quinze quilómetros e ganhando, como valor acrescentado, um passeio com agradabilíssimas panorâmicas.

Pelo território da que é hoje a freguesia de Cousso passava a via romana que levava até Valadares, pela serra.
Existem também, nesta área alguns vestígios da cultura dolménica (ruínas de alguns dolménes).
Os dólmenes, ou antas, eram enormes câmaras de pedra, que se constituíam como verdadeiros arcos tumulários onde eram depositados corpos humanos em posição fetal e junto deles colocadas algumas oferendas. Muitos autores convergem ao defenderem a teoria de que nesta civilização a crença na existência de vida para além da morte era já uma realidade.

Dicionário Enciclopédico das Freguesias: Braga, Porto, Viana do Castelo; 1º volume, pág. 423 a 439; Coordenação de Isabel Silva; Matosinhos: MINHATERRA, 1996

 
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