União das Freguesias de Prado e Remoães

prado

Área : 3,67 km²

Orago : S. Lourenço / S.João

População : 550 habitantes (2011)

Norte: Rio Minho

Este: São Paio / Paderne

Sul: Vila e Roussas

Oeste: Paderne

Junta Prado & Remoães
Presidente da Junta da União das freguesias de Prado e Remoães

Maximiano José Calheiros Gonçalves
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Horário de Funcionamento

  • Monte Prado Hotel & Spa
  • Pousada de Juventude
  • Centro de estágios de Melgaço
  • Piscinas do Monte de Prado
  • Escola Superior de Desporto e Lazer
  • Centro Hípico De Melgaço
  • Igreja de Prado
  • Igreja de Remoães

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União das Freguesias de Prado e Remoães foi criada aquando da reorganização administrativa de 2012/2013, resultando da agregação das antigas freguesias de Prado e Remoães.

Prado 

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Remoães 

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Prado

A freguesia de Prado, localizada junto da margem esquerda do rio Minho, encosta-se geograficamente à sede do concelho.

É terra antiga, com povoamento remoto. Provam-no os muitos vestígios de considerável valor arqueológico encontrados nos seus limites, e concretamente no monte sobranceiro do rio Minho. São peças em pedra lascada, da Idade da Pedra, e objetos em cerâmica com ornamentações ou outros utensílios, de épocas também longínquas mas posteriores.

De acordo com o padre Aníbal Rodrigues, o seu topónimo terá origem na existência de grandes e numerosas propriedades de pastagem para o gado vacum, caprino lanígero. Na verdade, é célebre na história de Melgaço o chamado Monte de Prado, onde passavam o Inverno os gados de Castro Laboreiro. Luís Vale descreve o monte como “verdadeira mancha verde de pinheiros, um local de prazer e repouso, descendo por pequenos vales frondosos até à frescura das águas do Minho”.

S. Lourenço de prado foi freguesia filial, tal como a vizinha Remoães, da de S. Paio.
O abade de S. Paio apresentava o vigário, que tinha mil réis de côngrua e o pé-de-altar. A renda era dividida em quatro partes iguais: uma para o abade da freguesia mãe, outra, chamada renda do castelo, para a mesa arquilepiscopal de Braga.

A infanta D. Urraca, filha de D. Fernando Magno, deu metade desta renda a D. jorg, bispo de Tui, em 1071. Onega Fernandes e seus filhos, Paio Dias e Argenta dias, deram ao bispo D. Afonso a quarta parte, em 1118.
Finalmente, a rainha D. Teresa e seu filho, D. Afonso Henriques, deram ao mesmo bispo, em 1125, a quarta parte restante.

A freguesia beneficiou, em Novembro de 1513, do foral de Melgaço concedido em Lisboa por D. Manuel I. Em 1839 fazia parte da comarca de monção. No ano 1874 constava já na comarca de Melgaço.

Está instalada em Prado, em terrenos disponibilizados pela Junta de Freguesia, uma escola profissional para pessoas com deficiências físicas e intelectuais.

No campo monumental, merecem referência nesta freguesia, para além das capelas da Serra, de Santa Bárbara e de Santo amaro, principalmente a igreja paroquial, do século XVIII e sem um estilo definido, e algumas alminhas.

Dicionário Enciclopédico das Freguesias: Braga, Porto, Viana do Castelo; 1º volume, pág. 423 a 439; Coordenação de Isabel Silva; Matosinhos: MINHATERRA, 1996

Remoães

Remoães, localizada em plena Ribeira, as terras mais produtivas do concelho, dista três quilómetros da Vila. Confronta com o rio Minho (Espanha está na outra margem), a norte, Prado a nascente e sul, e Paderne, a poente.

Freguesia do Arcebispado de Braga, e distrito administrativo de Viana.

O abade de S. Paio de Melgaço apresentava o vigário, colado, que tinha oito mil reis de côngrua e o pé d’altar.

Teve ocupação remota, a avaliar pelos vestígios encontrados de uma povoação castreja.
Esteve, com Prado, anexada, em tempos, à freguesia de S. Paio. Aparece citada pela primeira vez nas Inquirições de D. Dinis, em 1307. Destacou-se na resistência às Invasões Francesas.

Partilha com Paderne, a meias, a Termas do Peso ou de Melgaço. As duas freguesias estão divididas pelo regato de Folia, que passa, justo, no meio dos jardins termais.

Dicionário Enciclopédico das Freguesias: Braga, Porto, Viana do Castelo; 1º volume, pág. 423 a 439; Coordenação de Isabel Silva; Matosinhos: MINHATERRA, 1996