Os símbolos municipais são peças de representação protocolar do Município, usadas em ocasiões solenes ou na distinção de personalidades e/ou entidades.

Brasão

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Descrição heráldica

Armas – De prata com um monte de negro, sustendo um castelo de vermelho aberto e iluminado do campo e acompanhado por dois leões de vermelho armados e linguados do mesmo, sustidos no monte, afrontados e sustendo, em chefe, nas mãos, uma quina antiga de Portugal de azul com onze besantes de prata. Em contrachefe três faixas ondadas, duas de prata e uma de azul.

Coroa mural de prata de quatro torres.
Listel branco, com os dizeres: “Vila de Melgaço”

Bandeira – De vermelho. Cordões e borlas de prata e de vermelho.
Lança e haste douradas.

Selo – Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres “Câmara Municipal de Melgaço”.

Câmara Municipal de Melgaço

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Localização: Largo Hermenegildo Solheiro; na frontaria.
Material: Granito
Época: 1930

Classificação: heráldica municipal
Descrição: Estudo peninsular e coroa mural, de quatro torres
Composição: plena

Leitura

Melgaço
Como alternativa à leitura de Afonso de Dornelas propõe-se: um castelo assente num monte, ladeado de dois leões, também assentes no monte, afrontados, segurando nas garras, em chefe, um escudete carregado de onze besantes, 3, 2, 3, 2, e 1; contrachefe ondado de três peças.
As actuais armas da vila de Melgaço foram propostas pelo erudito hearaldista Afonso de Dornelas num parecer incluído no artigo do «Mário», transcrito atrás no n.º4. O «Mário» tê-lo-á provavelmente lido e copiado do livro de actas, n.º44 de 1933, sessão ordinária de 3/10/1935 (fls. 162v. a 163v.). Por seu turno, o Dr. Augusto César Esteves transcreve-o, também, na obra Melgaço, Sentinela do Alto Minho (Melgaço, Tip. «Melgacense», 1957, p. 146-148), precedendo-o de algumas curiosas considerações sobre «Armas de domínio», que passamos a citar:

“As armas de domínio adquiriram-se pela concessão do foral.
Dado este, os judices, supremos representantes do povo agremiado, ordenavam as suas armas e utilizavam-nas para autenticar nos pergaminhos ou no papel as suas deliberações.
Mas nem de pergaminhos nem de papéis constam as armas de Melgaço, pois quer de uma espécie quer de outra, nenhum documento chegou com elas intactas à nossa idade.
Um único documento emanado da Câmara Municipal nos fins do século XVI vi com o sinal evidente de ter ostentado o selo usado pelos antigos vereadores de Melgaço.
Sim, vi; mas vi apenas o sítio onde fora posto, porque o selo, esse desaparecera há muito tempo, só Deus sabe quando.

Mas infeliz fui noutro dia, por onde vi, não o sítio, mas a própria obra de papel a ostentar, a mostrar o selo dos meados do século XVIII; somente o selo estava cego, por que à força do papel andar comprimido com os outros desapareceu o gravado e apenas ficaram visíveis os dois riscos paralelos da oval, sendo inúteis os meus esforços para a sua leitura fazer.
Entretanto as velhas armas de domínio de Melgaço, por conformes com a tradição, estariam esculpidas em pedra, obra de quadra indeterminada, mas da época ou posterior a D. João II, raridade que outrora se ostentava por cima duma das portas das muralhas da vila e hoje se admira no átrio dos paços do concelho.

Não indica a cor do campo nem a dos metais, por que mostra apenas em um ninho um pelicano e dois pelicaninhos. E como os camaristas de Melgaço nem se responder à circular da Câmara Municipal de Lisboa de 25 de Setembro de 1855, quando a mesma a propósito das festas da coroação de D. Pedro V procurou organizar e publicar uma obra sobre heráldica de domínio, decerto não saberemos ler hoje o velho brasão de Melgaço, se o mesmo não andasse já na tradição e não figurasse em várias colecções como a Colecção de Brasões da Província do Minho com as armas das principais vilas cidades, uma folha com 92 brasões, que pertenceu à biblioteca do grande heraldista Afonso de Dornelas.
Essas armas liam-se assim:

Em campo de prata um pelicano castanho-escuro em ninho esverdeado, picando o peito, que goteja sangue para alimentar os filhos.
Coroa de oiro ducal, de cinco folhas de aipo, com coronel ornado de gemas (vermelha, azul e verde)» (ob. cit., p. 144-145).

Finalmente, Mário Gonçalves Ferreira publicou na «Voz de Melgaço», de 1 de Julho de 1961, um interessante ensaio «Sobre o Simbolismo das Armas Municipais de Melgaço».

Títulos Honoríficos

Os títulos honoríficos municipais destinam-se a distinguir pessoas que se notabilizaram pelos seus méritos pessoais e feitos cívicos, homenageando publicamente os que contribuíram para o engrandecimento e dignificação do Concelho de Melgaço com o seu trabalho em prol da comunidade.

As distinções honoríficas têm por finalidade homenagear publicamente pessoas singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, que contribuem ou tenham contribuído para o engrandecimento e dignificação do concelho, bem como aquelas que se notabilizem pelo seu reconhecido mérito, prestígio, cargo, ação, serviços ou contributos em prol da comunidade.

A Câmara Municipal de Melgaço, como legítima representante da comunidade melgacense, tem o dever de demonstrar gratidão e apreço institucionais aos cidadãos e instituições que, de alguma forma, honraram, prestigiaram e promoveram o município, contribuindo para o seu desenvolvimento e o bem-estar da população.

Assim, ao abrigo dos artigos 3º, 4º e 5º do Regulamento dos Títulos Honoríficos apresenta-se a seguinte proposta de atribuição de título às seguintes Personalidades e Instituições:

Cidadão de Honra:

Tiago Brandão Rodrigues

Tiago Brandão Rodrigues natural de Paredes de Coura, fez o ensino secundário em Braga.

Em 2000, concluiu a Licenciatura em Bioquímica, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, posteriormente doutorou-se em Bioquímica, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Dedicou-se ao estudo do metabolismo cerebral em doenças neurodegenerativas, tendo a sua tese sido galardoada com o Prémio António Xavier, em 2008.

É membro de várias sociedades científicas internacionais e é autor de dezenas de artigos publicados em livros da especialidade e em importantes revistas científicas internacionais: Nature Medicine, Proceedings of the National Academy of Sciences e Cancer Research.

O seu artigo sobre uma técnica pioneira para avaliar a eficácia dos tratamentos oncológicos, na revista Nature Medicine, valeu-lhe o British Prize da Sociedade Internacional de Ressonância Magnética em Medicina em 2013.

A 26 de novembro de 2015, tomou posse como Ministro da Educação do XXI Governo Constitucional de Portugal.

Durante o seu mandato (2015/2022) investimentos importantes e significativos foram feitos em Melgaço quer no domínio da Educação quer no Desporto. A requalificação da Escola Básica e Secundária de Melgaço, a requalificação da EB+JI de Pomares, as obras de requalificação do Centro de Estágios, a remodelação do relvado sintético e pavilhão gimnodesportivo do Centro de Estágios, o projeto School4All, entre outros que muito devem ao carinho que sente pelo território.

A 12 de abril de 2022 Tiago Brandão Rodrigues foi nomeado Presidente da Comissão de Ambiente e Energia, na Assembleia da República

Cidadão de Honra:

Doutor Álvaro Domingues

Álvaro Domingues nasceu em Melgaço em 1959. Geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1994, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, onde também é investigador no Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (CEAU).

Como investigador do CEAU tem desenvolvido uma atividade regular de investigação e publicação no âmbito de projetos com a Fundação Calouste Gulbenkian, com a Fundação Ciência e Tecnologia, com a CCDR-N, CCDR-C, com a Xunta da Galiza, com a Escola Técnica Superior de Arquitetura da Coruña, com as Universidades do Minho e Coimbra, com a Ordem dos Arquitectos, com a Fundação de Serralves, entre outros.

Autor de “A Rua da Estrada”, “Vida no Campo”, “Volta a Portugal”, entre outros, há várias décadas que Álvaro Domingues trabalha sobre temáticas relacionadas com a geografia urbana, o urbanismo e a paisagem.

Um apaixonado por Melgaço, colabora desde 2014 no MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, então designado Filmes do Homem, é coordenador do projeto “Quem somos os que aqui estamos”, um trabalho que pretende, através da recolha e produção de materiais audiovisuais, refletir sobre a cultura local do concelho de Melgaço.

Cidadão de Mérito:

Bernard Despomadéres

Licenciado em Direito e Ciências Políticas. Desempenhou, entre outras, funções de Professor, Diretor do Departamento Arte e Cultura do Institut Français du Portugal; responsável pela organização da Festa do Cinema Francês no Porto, Co-fundador da Alliance Française de Porto (membro do Conselho de Direção), colaborador de Jean-Loup Passek na criação, e mais tarde, na gestão do Museu de Cinema de Melgaço, Produtor Executivo do filme de Jean Rouch e Manoel de Oliveira En une poignée de mains amies.

Curador do espólio doado por Jean Loup Passek ao nosso Município, de valor incalculável

Cidadão de Mérito:

Joel Rodrigues

Prof. Dr. Joel Rodrigues é natural de Melgaço, assim como sua família, pai de 4 filhos, e aqui viveu até entrar para Universidade, em outubro de 1990.

Licenciou-se em Engenharia Informática, pela Universidade de Coimbra, recebeu o grau de Doutor em Engenharia Informática e o grau de Mestre em Gestão pela Universidade da Beira Interior.

Após trabalhar 5 anos na indústria e serviços, foi professor da Universidade da beira Interior até 2016, ano em que aceitou o desafio de cruzar o atlântico e residir no Brasil.

Após trabalhar no Instituto Nacional de Telecomunicações, no sul de Minas Gerais, onde contribui para a construção do 5G no Brasil, foi professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e colaborador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Teleinformática da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. É investigador Sénior do Instituto de Telecomunicações, Portugal, desde janeiro de 2002.

Durante este período de pandemia, respondendo ao pedido do Governo do Estado do Piauí, foi o coordenador geral e principal responsável pelo Hospital de Campanha Estadual do Piauí para atendimento a doentes com COVID-19, em Teresina, a capital do estado.

Atualmente, reside em Fortaleza, capital do estado do Ceará, no Brasil e lidera o Centro de Inteligência e Monitoramento do Comércio e coordenador para a Área Acadêmica da Faculdade Senac Ceará, o sistema Fecomércio do Ceará. É o Presidente do Conselho Científico e Tecnológico do Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã – ParkUrbis.

Graças ao seu notável trabalho científico na área de informática e telecomunicações, conta com mais de 1100 artigos científicos publicados, 3 patentes e 1 Recomendação da ITU-T (Telecommunication Standardization Sector) e seu trabalho científico recebeu mais de 30000 o que o coloca entre os melhores cientistas do mundo. Tem recebido uma série de condecorações e reconhecimentos a nível internacional.

É o Nº 1 dos Cientistas Top em Informática do Brasil e pertence ao Top 400 de todo o mundo segundo o guide2research.

O Prof. Joel Rodrigues é o único investigador do IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers) do Nordeste Brasil a conquistar o grau de Fellow, a insígnia mais elevada da instituição mais importante, a nível mundial, na área das tecnologias. Extremamente rigorosa, a avaliação para elevação ao grau de Fellow do IEEE é realizada anualmente e concedida a não mais que 0,1% dos associados da entidade.

É o editor-chefe do International Journal of E-Health and Medical Communications e membro do conselho editorial de vários jornais de alta reputação, liderou a organização de mais de 100 conferências científicas internacionais. Fundou três grupos de investigação com grandes cooperações internacionais, um na Universidade da Beira Interior e dois, no Brasil, no INATEL e na Universidade Federal do Piauí. Formou 44 mestres, 18 doutores e orientou mais de 25 pós-doutores, colaborando atualmente com diversas universidades nos 5 continentes.

Cidadão de Mérito:

Manuel Rocha Armada

Natural de Melgaço, a viver em Braga, Manuel Rocha Armada é Professor Catedrático de Finanças. Foi diretor de um Centro de Investigação da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Vice-Presidente e Presidente da Escola. Licenciou-se em Gestão pelo ISEG, obteve o grau de Mestre em Gestão pela U. Kent e Doutoramento em Ciências Empresariais pela Manchester Business School.

Publicou em diversas revistas científicas, incluindo o European Journal of Finance, European Financial Management Journal, Industrial and Corporate Change, Review of Derivatives Research, Quantitative Finance, e Investment Analysts Journal. É membro do corpo editorial de várias revistas científicas.

Foi galardoado com o prémio “Best Paper Award” (com coautores) em três conferências internacionais de Finanças.

Ensinou, proferiu palestras e seminários em várias universidades e instituições financeiras nacionais e internacionais.

O Professor Rocha Armada foi visitante na Wharton School (EU), London Business School e Manchester Business School (RU), U. Zaragoza e U. Santiago (Espanha), U. Bergamo (Itália), U. São Paulo, U. Mackenzie e Fundação Getúlio Vargas (Brasil).

Foi membro de várias associações académicas, e membro da direção da European Finance Association, Financial Management Association International e Portuguese Finance Network. É também membro da Academia Mexicana de Ciências da Administração.

Foi eleito o melhor professor do mundo na área de finanças. A distinção ocorreu, recentemente, na Conferência Internacional de Investigação em Finanças, organizada pelo Indian Institute of Finance. O júri, que o escolheu num universo de 47 países, elogiou-lhe os contributos “socialmente relevantes em consequência da sua investigação e da sua docência em diversos países, das diversificadas parcerias desenvolvidas e dos inúmeros cargos desempenhados a nível nacional e internacional”. Trata-se do primeiro português a ser laureado por este comité internacional.

Cidadão de Mérito:

Porfírio Esteves

Nasceu em 18 de novembro de 1968 em Versalhes, filho de Manuel Esteves, natural de Melgaço e Marina Perez, natural de Valência.

Depois de uma infância alegre, desportiva e estudiosa formou-se e ingressou na empresa familiar Esteves Frerees em 1986 como supervisor de obras, foi diretor técnico por alguns anos e em 2000 torna-se seu Diretor Geral.

Impulsionado pelo desejo de comunicar, aprender e compartilhar é atualmente o representante dos construtores de Ile de France como Presidente da Federação de Construção Ile de France.

Instituição de Mérito

Melgaço Radical

A Melgaço Radical é uma empresa que celebra 25 anos de experiência na realização e promoção de atividades de desporto e aventura na natureza.

Em abril de 1997 que um grupo de amigos formalizou uma ideia partilhada, promover o território de Melgaço através da prática do Rafting e de outras atividades de desporto na natureza, que principalmente através do Rafting, tem trazido até Melgaço milhares de turistas, proporcionando-lhes emoções e dando a conhecer todo o potencial do nosso território.

Com a crescente procura do Rafting e das restantes atividades, em 2009, surge a necessidade de constituir a cooperativa Melgaço Radical, de forma a dar continuidade ao seu trabalho de promover Melgaço, acolhendo com melhores condições todos os turistas que nos procuravam. Muito graças à Melgaço Radical o nosso Concelho é reconhecido como o “Destino de Natureza mais Radical de Portugal”.

Além da promoção do território a Melgaço Radical apresenta-se como uma mais valia para os que querem voltar ou permanecer em Melgaço, são já 2 as gerações de melgacenses que continuam a dar continuidade a este projeto.

«A Câmara Municipal de Melgaço, como legítima representante da comunidade melgacense, tem o dever de demonstrar gratidão e apreço institucionais aos cidadãos e instituições que, de alguma forma, honraram, prestigiaram e promoveram o município, contribuindo para o seu desenvolvimento e o bem-estar da população.» – Manoel Batista.

Foram atribuídos os seguintes TÍTULOS HONORÍFICOS:

Cidadão de Honra:

Prof Doutor Albertino José Ribeiro Gonçalves

Natural da Freguesia de Prado, onde nasceu a 30 de junho de 1959, o Prof Doutor Albertino José Ribeiro Gonçalves é professor no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, onde desempenha há largos anos vários cargos diretivos, no Departamento de Sociologia, quer nos cursos de Mestrados, Pós-graduação e Doutoramento. Atualmente, é diretor do Departamento de Sociologia e Antropologia e do Núcleo de Estudos em Sociologia da referida Universidade.

A sua tese de Doutoramento A Definição Social dos Emigrantes do Noroeste de Portugal – Imagens e Clivagens (1994) –  obra de reconhecido interesse para os aficionados pelo estudo das migrações e que mereceu louvor e distinção do Júri, encoraja-o para, mais tarde, prosseguir para a obtenção do título académico de Agregação, tendo igualmente merecido distintos louvores por parte do Júri.

Investiga em Sociologia da Cultura e da Arte, a nível nacional, regional e local, é autor e editor de diversas obras e artigos publicados em revistas de circulação nacional e internacional. Participa também, em numerosos projetos de investigação como coordenador, de entre os quais se destacam: a recolha e realização de filmagens para a concretização em 2007, em Melgaço, do Espaço Memória e Fronteira; e, o projeto de promoção da literacia, aptidão e gosto pela leitura, Dar Vida às Letras, na Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho. De destacar também o seu prestimoso contributo nas várias edições do boletim cultural de Melgaço.

Um homem dedicado à promoção do estudo do comportamento humano nas suas diversas formas de interação, orienta inúmeras teses de mestrado e doutoramento, faz várias comunicações por convite em grandes e notáveis instituições nacionais e internacionais, tendo- lhe já sido atribuídos 2 prémios de distinção pela Associação Portuguesa de Comunicação de Empresas  em 2001 e o Award for Innovative Reading Promotion in Europe (prémio inovador para a promoção da literacia na Europa) em 2007, pela International Reading Association, em Dublin.

Melgacense de coração, mantém a ligação com os seus conterrâneos, trazendo, anualmente, às suas raízes, grupos de alunos do Instituto que dirige para estágios de campo da Escola de Primavera.

 

Cidadão de Mérito:

Prof. Augusto Rodrigues (a titulo póstumo)

Natural de Alvaredo, onde nasceu a 18 de agosto de 1967, Augusto Rodrigues frequentou o ensino secundário entre Melgaço e Monção, tendo seguidamente ingressado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Concluiu a Licenciatura no Ramo de Formação Educacional de Física em 1997.

Desde sempre demonstrou interesse pela área que o levou, em 1994, a enveredar pela carreira de ensino de física e química, obtendo a nomeação definitiva em 1998.

Um professor exímio, de uma dedicação e entusiasmo a todas as causas a que se dedicou como o demonstram os vários cargos exercidos na comunidade escolar: delegado de grupo, diretor de turma, coordenador de departamento, subcoordenador de física e química, membro do Conselho Geral transitório, assessor da Direção, vogal da Comissão Administrativa provisória, adjunto da Direção, Vice- Presidente do Conselho Administrativo e  subdiretor do Agrupamento de Escolas de Melgaço.

Parte do seu altruísmo passou também por abraçar a vida política a nível concelhio, nos anos 80, sendo membro fundador e grande dinamizador da Juventude Socialista, participou ativamente nas diversas campanhas partidárias.

Eleito para dois mandatos consecutivos, desempenhou o cargo de vereador do Município, de 2001 a 2009, assumindo os pelouros da Juventude e Desporto, que o levaram a ser nomeado Presidente do Conselho de Administração da Melsport, Empresa Municipal, em 2005.

Não foi o tempo que deixou a marca e a saudade do professor Augusto na Escola e na comunidade local… Foi ELE: a sua disponibilidade, a sua serenidade, o seu otimismo, a sua capacidade de trabalho, a sua lealdade para com os alunos, o território, e, principalmente o seu entusiasmo, a sua paixão pela Física e pelo Ensino da Física, que contagiou várias gerações de alunos cujos percursos sentiram o seu toque indelével.

Instituição de Mérito:

 

Mérito na Área Social: Centro Paroquial e Social de Chaviães

Constituído em 1994, o Centro Paroquial e Social de Chaviães, tem como missão contribuir para a promoção de todos os seus paroquianos e comunidades vizinhas, prestando serviços sociais a crianças, idosos, famílias e pessoas de vulnerabilidade, oferecendo respostas às realidades atuais num espírito de solidariedade humana, cristã e social.

Impulsionada pelo Projeto “Melgaço Solidário”, promovido pela Câmara Municipal, e voltado para as divergências sociais existentes no Concelho, bem como, para a problemática da 3ª idade, destacando-se o apoio domiciliário e a animação cultural. Mais tarde, em 2010, por forma a contrariar o isolamento e a solidão de muitos séniores Melgacenses, são criados o Centro de Convívio e o Centro de Dia instalados na antiga Escola Primária de Chaviães.

No domínio do apoio domiciliário ininterrupto, que iniciou em 1998 com 14 séniores, beneficia hoje cerca de 65 utentes, prestando inúmeros serviços tais como a distribuição de refeições; alimentação assistida; prestação de cuidados de higiene e conforto pessoal; tratamento de roupa; limpeza habitacional; e medicação assistida; a vertente de dia e convívio abrange meia centena de pessoas que, diariamente, beneficiam de um leque variado de atividades lúdicas e dinâmicas.

Paralelamente, o Centro Paroquial e Social de Chaviães celebrou um protocolo de cooperação com a Autarquia e com a Segurança Social, no sentido de criar uma nova resposta que fez nascer, em 2009, o Centro de Acolhimento Temporário para crianças e jovens em risco (CAT Raio de Sol), instalado na antiga casa dos magistrados, e que, hoje, recebe onze crianças, proporcionando lhes um ambiente tão próximo quanto possível ao das estruturas familiares.

Fruto da estratégia de expansão e de desenvolvimento, com as novas instalações, foram criados novos postos de trabalho, culminando atualmente com um total de 40 colaboradores na globalidade dos seus serviços.

Mérito na Área Cultural: Grupo de Teatro Amador – Os Simples 

Em 1974, com a designação Grupo Cénico Os Simples nasceu a companhia que, apesar da censura que pairava, conseguiu realizar dois espetáculos. Seguiram –se três décadas de inatividade, e ressurgiram em 2005 com alguns dos seus artistas fundadores, com a atual designação, numa apresentação da peça S. João veio a Melgaço. A participação do grupo de teatro nas várias edições da Festa da Cultura de Melgaço, e Melgaço em Festa, contribuíram para a notoriedade e conquista junto da comunidade Melgacense e além concelho, graças a excelência e qualidade dos espetáculos apresentados.

Em 2010, estrearam se no FITAVALE – um Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho que se concretiza, anualmente, através de um circuito que envolve os cinco municípios em que cada grupo se estreia “fora de casa”, ou seja, num município diferente do seu, promovendo assim o intercâmbio de público, de espetáculos, a troca de experiencias de encenação, dando o seu contributo na promoção da riqueza cultural local e regional.

Resultante de um protocolo estabelecido entre a autarquia e as Comédias do Minho, o grupo, atualmente composto por 17 protagonistas amadores, é encenado por um dos atores das Comédias para a apresentação anual de um espetáculo.

Mérito na Área Desportiva: Sport Clube Melgacense

Herdeira de várias coletividades desportivas que iniciaram a prática do futebol já no inicio do século passado, nasce a 25 de outubro de 1957, a Associação Desportiva – Sport Clube Melgacense. Ao longo destes mais de 60 anos de existência, o Melgacense, como é vernaculamente conhecido, tem desenvolvido uma intensa atividade futebolística no Monte de Prado, onde sempre se “jogou à bola.”

Mais recentemente, o clube traz à luz o carácter social da coletividade no seio da comunidade Melgacense, nomeadamente entre os mais jovens. Tem como missão promover e difundir a prática desportiva, cultural e recreativa junto da comunidade em que se insere, proporcionando a todos os seus atletas uma educação cívica e desportiva de qualidade, promovendo ainda a solidificação dos laços afetivos com o clube e reforçando a posição do mais alto representante desportivo do Concelho de Melgaço. O Sport Clube Melgacense pretende estimular a prática de atividade física e da formação desportiva como meio de promoção de estilos de vida saudável, valores de conduta pessoal e social e princípios associados a uma cidadania ativa. De entre os valores que ensina aos seus praticantes, dos mais novos aos mais experientes, destacam- se os valores de esforço e dedicação, empenho e competitividade, espírito de equipa, responsabilidade, solidariedade, rigor e respeito.

Em 60 anos de Sport Clube Melgacense, o clube apresenta atualmente um número record de praticantes, da sua longa história. Esta centena de atletas que adotam o azul e grená, detém uma vontade férrea de vingar o emblema e de representar o Concelho nos diversos locais onde os levam as competições da Associação de Futebol distrital, e além. Contam desde sempre com o altruísmo de voluntários que diariamente se dedicam e assumem o dever de honrar a herança deixada pelos antepassados.

O espólio de galardões, prémios e taças é vasto, destacando, no plantel sénior, o titulo de Campeão da Iª  Divisão Distrital em 2009/2010; a participação na IIIª Divisão Nacional e Taça de Portugal em 2010/2011, 2011/2012 e 2012/2013; bem como, títulos nas equipas de formação como por exemplo as conquistas do Torneio Extraordinário distritais, em 2015/2016 e Torneio de fase de subida em 2016/2017.

Mérito na Área Económica: Aflex Portugal- Indústrias de Borrachas Lda

Instalada desde 2001 em Melgaço, na Zona Industrial de Penso, a Aflex Portugal- Indústrias de Borrachas Lda é uma empresa francesa  que produz tubos de borracha para várias aplicações como aspiração, hidráulica, pneumático e para várias indústrias como automóvel, agrícola, hospital, náutica, obras públicas entre outras e que tem contribuído com os seus resultados para as dinâmicas de desenvolvimento local, tendo sido, por isso, distinguida, desde 2015, e sucessivamente até hoje, pelos selos de qualidade criados pelo IAPMEI:

– PME Excelência 2015, 2016, 2017, 2018; como reconhecimento pelo desempenho económico-financeiro e pelo contributo dado à economia nacional;

-PME Leader 2015, 2016, 2017, 2018: pela qualidade do seu desempenho e perfil de risco.

É também certificada desde 2004 pela norma ISO 9001:2008.

A empresa exporta 100% da produção, dos quais 90% para a Europa (França e Espanha) e restante 10% para os Estados Unidos da América e México.

Vendo a sua capacidade produtiva aumentar nos últimos anos, a Aflex teve necessidade de ampliar, em 2017, as suas instalações.

Os atuais indícios económicos revelam que a mesma deverá, em breve, proceder a um novo alargamento das suas instalações, e consequente aumento da empregabilidade, que se somará a cerca de cem funcionários, essencialmente residentes no Concelho de Melgaço, que atualmente aí desempenham funções.

 

Mérito na Área Económica: Quintas de Melgaço – Agricultura e Turismo, S.A.

Constituída a 6 de novembro de 1990, a Quintas de Melgaço – Agricultura e Turismo, S.A. tem como objeto social a produção, engarrafamento, comercialização e exportação de vinhos e produtos agrícolas e atividades conexas no sector do turismo.

 A ideia de criação da empresa Quintas de Melgaço foi personificada por um melgacense emigrado no Brasil, Amadeu Abílio Lopes, cuja capacidade financeira foi suficientemente forte para congregar à volta deste projeto o interesse de algumas centenas de produtores do concelho de Melgaço, que haviam de se tornar acionistas.

Formou-se então, a Quintas de Melgaço, uma unidade industrial cuja capacidade de armazenamento ascende a 1.000.000 de litros, com uma arquitetura moderna e agradável, dotada de tecnologia adequada.

O elevado número de acionistas da Quintas de Melgaço conferiu à Empresa um estatuto e uma representatividade muito especiais no concelho de Melgaço, que Amadeu Abílio Lopes, principal acionista e ideólogo deste projeto, quis preservar para o futuro. Dada a sua avançada idade e com o objetivo de conferir à empresa o merecido peso institucional, Amadeu Abílio Lopes doou, em 1996, a sua posição social ao Município de Melgaço, tornando-o o maior acionista da empresa.

Tendo como missão ser uma empresa de vinhos alvarinho de qualidade, sustentada na inovação e no desenvolvimento de marcas que congreguem sinergias e viabilizem a mais importante atividade agrícola de Melgaço, atualmente a empresa conta com 530 acionistas o que lhe confere um estatuto e uma representatividade muito especiais no concelho de Melgaço.

A Quintas de Melgaço foi a primeira empresa do sector vinícola a ser certificada pela Norma ISO 22000:2005 (Gestão da Segurança Alimentar); pela Norma EN ISSO 9001:2000 (Gestão da Qualidade); e tende a afirmar-se no mercado pela origem, qualidade, imagem e inovação dos seus produtos, tendo recebidos mais certificações nos últimos anos.

Produz anualmente cerca de 2 milhões de garrafas e exporta para Canada, Brasil, EUA, Japão, Bulgária, Inglaterra, Eslovênia, Bélgica, Polônia, Suíça, Holanda e Alemanha, atingindo um volume de negócios na ordem dos 4 milhões de euros.

Mérito na Área Empreendedorismo Jovem: Prados de Melgaço – Queijaria

Tirando partido das excelentes condições naturais que o seu Concelho lhes oferecia, dois jovens Melgacenses inspiraram-se da tradição da queijaria Portuguesa para trazer consigo uma nova proposta e enriquecer a oferta de produtos endógenos na região.

Em 2012, com um arrojado investimento de 600 mil euros, a Queijaria Prados de Melgaço abra as suas portas para produzir alimentos saudáveis e naturais, assegurando o bem-estar dos animais que aí produzem um leite de exceção, livre de aditivos, dando origem a produtos lacticínios de excelência, com produção semanal na ordem dos 250kg.

Noticiada em numerosos suportes de comunicação pelo ousado carinho e a particular atenção com que cuida os seus animais no SPA que lhes serve de abrigo, a queijaria revelou-se uma aposta inovadora e promissora para o Concelho, e em poucos anos de existência, já foi recompensada pelo seu trabalho e dedicação com duas Menções Honrosas atribuídas pelo “Concurso Queijos de Portugal “ em 2015 , e outra em 2016.

A procura no mercado local rapidamente se alargou para o mercado nacional, e a empresa começa hoje a dar os seus primeiros passos além-fronteira.

Paralelamente, a equipa de 4 colaboradores promove visitas às instalações, nomeadamente nos momentos da ordenha, junto da comunidade escolar, sénior, e para os turistas ou outra coletividade que os procuram.

Cientes da necessidade do desenvolvimento rural que os envolve e da necessidade de fixação da população, é nessa continuidade que estes jovens e ambiciosos empreendedores tencionam, nos próximos meses, ampliar as infraestruturas e diversificar a produção e oferta com mais ideias inovadoras para o Concelho.

‘A Câmara Municipal, como legítima representante da comunidade melgacense tem o dever de demonstrar gratidão e apreço institucionais aos cidadãos e instituições que, de qualquer forma, honraram, prestigiaram e promoveram o município, contribuindo para o seu desenvolvimento e bem-estar da população’, afirmou o autarca, Manoel Batista, durante a cerimónia inserida no programa do Melgaço em Festa.

Foram atribuídos os seguintes títulos:
Cidadão de Honra – Professor Doutor José Marques;
Cidadão de Mérito – Dr. Carlos Pereira de Lemos, Cônsul Honorário de Portugal em Melbourne;
Cidadão de Mérito a título póstumo – Padre Júlio Hilarião Vaz.

A Câmara Municipal distinguiu ainda, com o título honorífico de Cidadão de Mérito, todos os presidentes da Assembleia Municipal que exerceram o cargo entre 1976 e a atualidade, procurando enaltecer a forma digna, entusiástica e determinada com que serviram a população de Melgaço ao longo dos últimos 40 anos: António Manuel Domingues; Manuel António Ribeiro (a título póstumo); Carlos Augusto Alves; Dário Humberto Lourenço Barata (a título póstumo); e Artur José Rodrigues. As Instituições também foram distinguidas, em três áreas: a Santa Casa da Misericórdia de Melgaço na área social; a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melgaço na área humanitária; e a Quinta de Soalheiro na área económica.

Discurso do Presidente de Câmara, Manoel Batista

«Bom dia a todos os que hoje se associam a nós nesta cerimónia de homenagem. A Câmara Municipal, como legítima representante da comunidade melgacense, tem o dever de demonstrar gratidão e apreço institucionais aos cidadãos que honram, prestigiam e promovem o município, contribuindo para o desenvolvimento do território e o bem-estar da população.

Com a cerimónia de hoje de atribuição de distinções honoríficas temos por finalidade homenagear publicamente e simbolicamente personalidades que contribuem para o engrandecimento e dignificação do município, bem como aquelas que se elevam dos demais pelo seu reconhecido mérito e prestígio, assim como contributos em prol da comunidade.

Foi minha intenção desde o dia em que assumi a presidência do município prestar essa homenagem simbólica. Desejo este sempre adiado por outras urgências do exercício do cargo, mas inadiável pelocompromisso igualmente urgente de homenagear quem nos merece respeito e gratidão. E porquê em agosto perguntaram-me alguns? Mas parece-me óbvio, neste mês em que estamos cá todos! É neste mês que nos reunimos, os que aqui estamos todo o ano e os que daqui somos mas que o trabalho levou para longe, por isso, esta homenagem impunha-se ser realizada em agosto com os nossos emigrantes presentes.

Esta é a primeira vez que o fazemos, mas será uma cerimónia que terá desde hoje o ritual anual de ser celebrada em agosto, com a nossa comunidade emigrante presente. E para que a comunidade cumpra este dever de gratidão de forma institucional, foram estabelecidos critérios previamente definidos e com ciclos uniformizados materializados num regulamento sensível às carreiras notáveis ou às acções relevantes dos concidadãos.

Este ano celebram-se os 40 anos do Poder Local democrático e não poderíamos alhearmo-nos deste motivo de celebração! Entendemos ser uma boa altura para homenagear personalidades que farão a história do nosso Poder Local!
Hoje distinguimos dois títulos: o Cidadão de Honra e o Cidadão de Mérito.

O título de Cidadão de Honra é atribuído a cidadãos que, ao longo da vida, se distinguiram por feitos excecionais em qualquer ramo da atividade humana, pelo seu extraordinário valor e exemplo como pessoa ou cidadão, por notáveis atos de coragem cujo nome tenha ficado ou esteja ligado à vida ou à história do município. Dito isto, era obrigatório e natural a atribuição deste título a dois nomes incontornáveis e ligados entre si:
António Rui Esteves Solheiro é um nome que se confunde com Melgaço tal é a sua importância na história do e para o nosso Território. Falar do Presidente de Câmara que liderou os destinos do município e de toda esta região durante 30 anos é tarefa fácil, porque não há projeto, conquista ou obra implementada que de uma forma direta ou indireta não esteja associada ao nosso ex-Presidente de Câmara. Homenagear Rui Solheiro é um ato de justiça e mesmo assim muito pouco perante o tanto que este município lhe deve.

E quando digo isto recordo-me também de outro nome que vamos hoje aqui homenagear: Jean Loup Passek. Foi pela mão de Rui Solheiro que este amante do Cinema nos presenteou com um legado cobiçado internacionalmente por museus de renome como a Tate, em Londres, ou o Centro Pompidou em Paris.

Foi quando filmava, no início da década de 1970 nos arredores de Paris, um documentário sobre a imigração, que Jean-Loup Passek entrou em contacto com vários membros da comunidade portuguesa, entre os quais se incluíam dois habitantes do Concelho de Melgaço com quem viria a estabelecer laços de profunda amizade. Este encontro marcou o início de uma relação profunda com Portugal, que, com o correr do tempo, se viria a tornar numa segunda pátria.

Durante muitos anos sonhou com a fundação de um “museu sentimental” onde se pudesse apresentar a sua coleção. O apoio dos seus amigos portugueses da primeira hora e a confiança e a simpatia do Presidente da Câmara Rui Solheiro permitiram que o projeto se concretizasse, num lugar idílico, mesmo sob o resguardo das históricas muralhas que rodeiam o castelo que domina a vila.

O título de Cidadão de Mérito que hoje também distinguimos será atribuído a cidadãos que se distingam pela prática de atos de que resultem benefícios públicos muito significativos para o município.

E quem simboliza melhor exemplo desta prática do que os nossos autarcas?
Por isso, prestamos homenagem aos antigos presidentes de câmara Manuel Bento Sousa Silva e Carlos Augusto Alves.
É uma honra e prestigia a instituição honrar e homenagear hoje estes homens que serviram e exerceram a função e o desígnio de Presidente de Câmara. O mais alto cargo do Poder Local.

Mas falar do Poder Local é também valorizar o papel dos vereadores e impunha-se neste primeiro ato de atribuição de títulos honoríficos prestar uma homenagem a título póstumo. Ao nosso querido e estimado vereador Dario Humberto Lourenço Barata aqui representado pela sua família a quem dirijo as minhas palavas de apreço e carinho. É com gratidão que esta câmara municipal atribuiu hoje esta distinção e todos nesta sala sabem o quanto ela é merecida!
Um bem haja à sua família que hoje receberá a justa e merecida homenagem.

Ainda que controversa a atribuição desta honra também aos antigos presidentes de junta, deve afirmar que a Câmara Municipal a deliberou com total justiça e merecimento, pois são eles o primeiro rosto, o primeiro político com quem as nossas populações contactam. Por isso, não entendo as críticas que nos fazem por hoje prestarmos a justa e mais do que merecida homenagem aos presidentes de junta que desde o 25 de abril até 2013 trabalham pelo nosso e para o nosso território. Homenagear o Poder Local e esquecê-los era negar a génese do Poder Local. É para este executivo uma grande honra e um enorme prestígio deixar como legado esta atribuição de títulos honoríficos aos Presidentes de Junta hoje aqui homenageados.

Bem hajam a todos os presentes e o nosso muito obrigado por aceitaram esta nossa singela homenagem: Rui Solheiro, Jean Lopup Passek, Manuel Bento Sousa Silva, Carlos Augusto Alves, Família do nosso querido Dario Humberto Lourenço Barata e restantes autarcas que sempre o serão!»

16 de Agosto de 2016