Exposição: “O Rio Minho como lugar comum”

A Casa da Cultura tem patente a exposição “O RIO MINHO COMO LUGAR COMUM”. A mostra divide-se em dois temas/trabalhos: “REFLEXÃO PROJETUAL, O ESPAÇO TRANSFRONTEIRIÇO DO RIO MINHO” (autoria do Atelier “Programas Emergentes”, da Escola de Arquitetura, Arte e Design – Universidade do Minho) e “DE CÁ E DE LÁ” (autoria de Álvaro Domingues, Geógrafo e professor da FAUP). Estará patente até 9 de outubro.

SINOPSE:

«Esta exposição resulta da reflexão projetual desenvolvida pelo Atelier de Projeto “Programas Emergentes”, ano 21/22 do 5º ano do Mestrado Integrado de Arquitetura da Escola de Arquitetura, Artes e Design da Universidade do Minho.

Os resultados desta reflexão são aqui partilhados com a comunidade a quem esta se dirige. A sua ambição é ser capaz, pelo seu pensamento divergente e especulativo, influenciar ainda que tangencialmente o poder político e as opções de futuro. Esta investigação é uma janela sobre o tema da Fronteira e da sua transformação em espaço de partilha e encontro.

O Atelier “Programas Emergentes” atua na região transfronteiriça do Rio Minho, onde se cruzam as comunidades de Melgaço, Arbo e Crecente. Ao longo dos tempos o Rio Minho foi recurso económico e de ligação. Depois, o rio foi progressivamente afetado e transformado pela poluição e pela construção de barragens a montante. A inacessibilidade da região permitiu o contrabando entre as margens, o escasso sustento de uma população rural pobre, até desaparecer juntamente com a fronteira. Ondas sucessivas de emigração levaram ao despovoamento e, hoje, os edifícios e pequenos aglomerados urbanos estão espalhados por vinhas, campos e florestas. Sendo estas as caraterísticas específicas deste território elas são também globais: um território despovoado, distante dos centros de poder e difuso na sua identidade transfronteiriça.

O projeto consiste em questionar a ideia de fronteira e criar uma infraestrutura de apoio para os que aqui residem, mas também para todos que aqui chegam: uma Ponte na forma que a topografia necessariamente obriga. O tipo-ponte é, aqui, o Lugar Comum que constrói para as pessoas o que as formas urbanas aqui presentes não conseguiram até hoje construir.»

 

Ainda no âmbito desta temática, será levado a cabo o debate “PODE A FRONTEIRA SER UM ESPAÇO DE PARTILHA E ENCONTRO?”, no dia 22 de setembro, pelas 16h30, na Casa da Cultura de Melgaço.

Participantes:
Álvaro Domingues – geógrafo, professor FAUP, Porto
Luciano Alfaya – arquiteto, Estudio MMASA, Corunha
Manoel Calçada Pombal – presidente da Câmara Municipal de Melgaço

Moderação:
Marta Labastida – arquiteta, professora EAAD da UM, Guimarães
Teresa Novais – arquiteta, professora Atelier Programas Emergentes, 21/22

 

Horário da Casa da Cultura

Segunda a sexta-feira: 09h00-13h00 / 14h00-18h00
Sábado: 09h30-12h30 / 14h00-18h00
Espaço encerrado aos domingos e feriados.

 

 

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